COVID-19 – VitaNews https://vitanews.com.br Mais Saúde Agora! Mon, 08 Jun 2020 20:57:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.7 A vitamina D pode ou não ajudar em casos de Coronavírus? https://vitanews.com.br/a-vitamina-d-pode-ou-nao-ajudar-em-casos-de-coronavirus/ https://vitanews.com.br/a-vitamina-d-pode-ou-nao-ajudar-em-casos-de-coronavirus/#respond Thu, 21 May 2020 19:05:00 +0000 http://vitanews.com.br/?p=516 A vitamina D pode ou não ajudar em casos de Coronavírus?A vitamina D pode ou não ajudar em casos de Coronavírus?Nas últimas semanas, o tema "Vitamina D e COVID-19" vem sendo explorado no mundo todo pela mídia e por instituições médicas, acadêmicas e de pesquisa.]]> A vitamina D pode ou não ajudar em casos de Coronavírus?A vitamina D pode ou não ajudar em casos de Coronavírus?

Nas últimas semanas, o tema “Vitamina D e COVID-19” vem sendo explorado no mundo todo pela mídia e por instituições médicas, acadêmicas e de pesquisa. Tudo começou com a divulgação de um documento de dois pesquisadores italianos, emitido pela Universidade de Turim, alegando que a vitamina D teria grande importância na prevenção do COVID-19.

A alegação partiu da constatação de que grande parte dos pacientes internados com infecção por COVID-19 tinham baixos níveis de vitamina D no organismo.

Em pouco tempo, diversos órgãos médicos pelo mundo divulgaram notas de posicionamento sobre o documento italiano e sua repercussão na mídia. O ponto em comum das avaliações sobre o documento foi de que baixos níveis de vitamina D não podem ser considerados como causa da infecção por não gerar uma relação científica de causa e efeito. Ou seja, não é possível comprovar, a partir dos dados avaliados, que a carência de vitamina D pode causar quadros de infecção em casos de COVID-19 ou que o aumento dessa vitamina – pela exposição ao sol ou ingestão de suplementos – pode ser uma responta eficaz no tratamento da doença.

O que foi divulgado pelos pesquisadores de Turim serve mais como uma nota para investigação e estudos exploratórios, e não como conclusão final. Mas como a mídia, em todos os países, tem massificado com alarde o tema da pandemia, essa proposição talvez tenha sido explorada de forma errada ou exagerada, causando desconforto no segmento médico e de pesquisas acadêmicas.

Afinal, a notícia mais esperada por todos em frente a TV é de uma solução a essa pedra no caminho da humanidade. De longe, qualquer arbusto no deserto parece um oásis!

O CEBM (The Centre for Evidence-Based Medicine / Centro de Medicina Baseada em Evidências), da Universidade de Oxford, concluiu em um rápido estudo relacionado:

  • Existem evidências de que a suplementação diária de vitamina D3 durante semanas ou meses pode prevenir outras infecções respiratórias agudas, principalmente em pessoas com baixos níveis de vitamina D. Mas, por outro lado, não foram encontradas evidências de que a deficiência de vitamina D predispõe o contágio por COVID-19, nem houveram estudos de suplementação para prevenir ou tratar a doença. É aconselhado é que toda a população deva tomar suplementos de vitamina D para evitar a deficiência de vitamina D, independentemente de qualquer possível ligação com infecção respiratória.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP):

  • Existem evidências experimentais de que a vitamina D colabore na modulação do sistema imunológico… Todavia, os estudos que descreveram uma função protetora da vitamina D contra infecções respiratórias virais evidenciaram eficácia somente nos pacientes que apresentavam deficiência acentuada desse nutriente.

Em nota de esclarecimento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM):

  • “Não existe, até o presente momento, nenhuma indicação aprovada para prescrição de suplementação de vitamina D visando efeitos além da saúde óssea.”
  • “Reprovamos de maneira veemente qualquer profissional ou associação que tente se aproveitar deste momento de crise para divulgar notícias ou posicionamentos distorcidos, desprovidos de respaldo científico e com possível impacto deletério para a saúde da população brasileira.”

Portando, esta não é a sonhada notícia que vai nos fazer sair do isolamento ou ficar mais tranquilos ao andar na rua. Mas serve de uma boa lembrança de que a vitamina D ​“é muito importante para o corpo humano. Além de suas funções mais conhecidas relacionadas à saúde dos ossos, é responsável também por outras atividades, trabalhando como reguladora do crescimento, sistema imunológico, cardiovascular, músculos, metabolismo e insulina.” (Hospital Sírio-Libanês).

Se você está em isolamento, uma dica simples é aproveitar mais a varanda do seu apartamento, ou o quintal da casa, ou mesmo uma janela para pegar pelo menos 20 minutos por dia de sol direto na pele, já que a exposição solar é a principal forma de ativar essa vitamina no organismo.

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Saiba o que fazer em casos de suspeita de Coronavírus (Ministério da Saúde) https://vitanews.com.br/saiba-o-que-fazer-em-casos-de-suspeita-de-coronavivus-conforme-o-ministerio-da-saude/ https://vitanews.com.br/saiba-o-que-fazer-em-casos-de-suspeita-de-coronavivus-conforme-o-ministerio-da-saude/#respond Wed, 20 May 2020 22:23:00 +0000 http://vitanews.com.br/?p=647 Saiba o que fazer em casos de suspeita de Coronavívus, conforme o Ministério da SaúdeO Min. da Saúde emitiu em seu site as informações básicas sobre a doença e as formas de contágio. Boas definições evitam fake news.]]> Saiba o que fazer em casos de suspeita de Coronavívus, conforme o Ministério da Saúde

O que é COVID-19

COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria dos pacientes com COVID-19 (cerca de 80%) podem ser assintomáticos e cerca de 20% dos casos podem requerer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória e desses casos aproximadamente 5% podem necessitar de suporte para o tratamento de insuficiência respiratória (suporte ventilatório).

O que é o coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).

Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Quais são os sintomas

Os sintomas da COVID-19 podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. Sendo os sintomas mais comuns:

  • Tosse
  • Febre 
  • Coriza 
  • Dor de garganta
  • Dificuldade para respirar

Como é transmitido

A transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de: 
• Toque do aperto de mão;
• Gotículas de saliva;
• Espirro;
• Tosse;
• Catarro;
• Objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc.

Veja aqui os números atualizados da pandemia pelo mundo.

Diagnóstico

O diagnóstico da COVID-19 é realizado primeiramente pelo profissional de saúde que deve avaliar a presença de critérios clínicos:

  • Pessoa com quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, que pode ou não estar presente na hora da consulta (podendo ser relatada ao profissional de saúde), acompanhada de tosse OU dor de garganta OU coriza OU dificuldade respiratória, o que é chamado de Síndrome Gripal.
  • Pessoa com desconforto respiratório/dificuldade para respirar OU pressão persistente no tórax OU saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto, o que é chamado de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Caso o paciente apresente os sintomas, o profissional de saúde poderá solicitar exame laboratoriais:

  • De biologia molecular (RT-PCR em tempo real) que diagnostica tanto a COVID-19, a Influenza ou a presença de Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
  • Imunológico (teste rápido) que detecta, ou não, a presença de anticorpos em amostras coletadas somente após o sétimo dia de início dos sintomas.

O diagnóstico da COVID-19 também pode ser realizado a partir de critérios como: histórico de contato próximo ou domiciliar, nos últimos 7 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19 e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica, também observados pelo profissional durante a consulta.

Como se proteger

As recomendações de prevenção à COVID-19 são as seguintes:

  • Lave com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienize com álcool em gel 70%.
  • Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos.
  • Evite tocar olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Ao tocar, lave sempre as mãos como já indicado.
  • Mantenha uma distância mínima de cerca de 2 metros de qualquer pessoa tossindo ou espirrando.
  • Evite abraços, beijos e apertos de mãos. Adote um comportamento amigável sem contato físico, mas sempre com um sorriso no rosto.
  • Higienize com frequência o celular e os brinquedos das crianças.
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas, pratos e copos.
  • Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados.
  • Evite circulação desnecessária nas ruas, estádios, teatros, shoppings, shows, cinemas e igrejas. Se puder, fique em casa.
  • Se estiver doente, evite contato físico com outras pessoas, principalmente idosos e doentes crônicos, e fique em casa até melhorar.
  • Durma bem e tenha uma alimentação saudável.
  • Utilize máscaras caseiras ou artesanais feitas de tecido em situações de saída de sua residência. 

Veja aqui como confeccionar e usar a máscara caseira.

Dicas para viajantes

  • Caso você precise viajar, avalie a real necessidade.  Se for inevitável viajar, previna-se e siga as orientações das autoridades de saúde locais.

Ao voltar de viagens internacionais ou locais recomenda-se:

  • No caso de viagens internacionais: o isolamento domiciliar voluntário por 7 dias após o desembarque, mesmo que não tenha apresentado os sintomas.
  • No caso de viagens locais: ficar atento à sua condição de saúde, principalmente nos primeiros 14 dias.
  • Reforçar os hábitos de higiene, como lavar as mãos com água e sabão.
  • Caso apresente sintomas de gripe, siga as orientações do Ministério da Saúde para isolamento domiciliar.

Veja aqui os números atualizados da pandemia pelo mundo.

Se eu ficar doente

Caso você se sinta doente, com sintomas de gripe, evite contato físico com outras pessoas, principalmente idosos e doentes crônicos e fique em casa por 14 dias.
Só procure um hospital de referência se estiver com falta de ar.

Em caso de diagnóstico positivo para COVID-19, siga as seguintes recomendações:

  • Fique em isolamento domiciliar.
  • Utilize máscara o tempo todo.
  • Se for preciso cozinhar, use máscara de proteção, cobrindo boca e nariz todo o tempo.
  • Depois de usar o banheiro, nunca deixe de lavar as mãos com água e sabão e sempre limpe vaso, pia e demais superfícies com álcool ou água sanitária para desinfecção do ambiente.
  • Separe toalhas de banho, garfos, facas, colheres, copos e outros objetos apenas para seu uso.
  • O lixo produzido precisa ser separado e descartado.
  • Sofás e cadeiras também não podem ser compartilhados e precisam ser limpos frequentemente com água sanitária ou álcool 70%.
  • Mantenha a janela aberta para circulação de ar do ambiente usado para isolamento e a porta fechada, limpe a maçaneta frequentemente com álcool 70% ou água sanitária.

Caso o paciente não more sozinho, os demais moradores da devem dormir em outro cômodo, longe da pessoa infectada, seguindo também as seguintes recomendações:

  • Manter a distância mínima de 1 metro entre o paciente e os demais moradores.
  • Limpe os móveis da casa frequentemente com água sanitária ou álcool 70%.
  • Se uma pessoa da casa tiver diagnóstico positivo, todos os moradores ficam em isolamento por 14 dias também.
  • Caso outro familiar da casa também inicie os sintomas leves, ele deve reiniciar o isolamento de 14 dias. Se os sintomas forem graves, como dificuldade para respirar, ele deve procurar orientação médica.

Fonte: Site Ministério da Saúde

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